“La Tierra y La Sombra” é premiada na Semana da Crítica no...

“La Tierra y La Sombra” é premiada na Semana da Crítica no Festival de Cannes

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“La Tierra y La Sombra”, coproduzida pela brasileira Preta Portê Filmes, é premiada na Semana da Crítica no Festival de Cannes

“La Tierra y La Sombra”, de César Acevedo, da produtora colombiana Burning Blue em coprodução com a brasileira Preta Portê Filmes, Cine-Sud Promotion, da França, Topkapi Films, da Holanda e Rampante Cine, do Chile recebeu três prêmios na Semana da Crítica do Festival de Cannes: o Prix Révélation France 4, o SACD (concedido pela Sociedade de Autores) e o Le Rails D’Or. Associada ao Cinema do Brasil – programa de promoção comercial do cinema brasileiro no mercado internacional que tem como principal parceira a Apex-Brasil -, a Preta Portê Filmes foi fundada por Juliana Vicente em 2009 e, desde seu início, participa de eventos de intercâmbio internacional. A parceria com a produtora colombiana se deu a partir da participação de Juliana Vicente no TorinoFilmLab Framework, onde conheceu Diana Bustamante e Jorge Forero, ambos da produtora Burning Blue.

Alfonso é um velho fazendeiro que voltou para casa para cuidar de seu filho que sofre de uma grave doença. Ele retorna a sua antiga casa onde vivem sua ex–mulher, sua nora e seu neto.  O lugar que o espera parece uma terra abandonada, a casa onde vive a família é rodeada por um vasto canavial que provoca permanentes nuvens cinzas. Após 17 anos de abandono, Alfonso tenta retomar seu lugar e salvar sua família

A Preta Portê Filmes foi fundada em 2009 e logo em seu primeiro ano iniciou seu contato com o mercado internacional com a seleção do curta “Avós”, de Michael Wahrmann para o Festival de Berlim. Desde então, vem traçando um longo caminho, com mais de 100 prêmios recebidos em festivais nacionais e internacionais e a produção do curta “O que fica”, de Daniella Saba, coproduzido pela produtora francesa La Voie Lactée com recursos do MINC (Brasil) e do CNC (França). O contato mais direto com o mercado internacional porém se deu com o projeto de longa-metragem “Lili e as Libélulas”, de René Guerra, que ao lado de Juliana Vicente, produtora e fundadora da Preta Portê, participou dos laboratórios BrLab (Brasil), Taller Colón – Fundación Typa (Argentina), Rotterdam Lab, parte do International Film Festival of Rottedam (Holanda). Foram convidados então a participar da EAVE Puentes Australab (Uruguai-Chile), no qual “Lili e as Libélulas” recebeu o prêmio de melhor projeto. Em 2013 foram convidados pelo TorinoFilmLab Framework, um dos principais laboratórios do mundo, onde o projeto obteve o prêmio de escolha do júri de mais de 250 produtores internacionais. Neste laboratório, Juliana conheceu Diana Bustamante e Jorge Forero, ambos da produtora colombiana Burning Blue. Desse contato nasceu a parceria e a coprodução do longa “La Tierra y La Sombra”, de César Acevedo, selecionado para a Semana da Crítica do Festival de Cannes, onde recebeu três prêmios: o Prix Révélation France 4, o SACD (concedido pela Sociedade de Autores) e o Le Rails D’Or. Juliana também acumula uma experiência internacional como diretora; seu primeiro curta-metragem “Cores e Botas” foi exibido em mais de 40 festivais, incluindo uma estreia em Havana (Cuba) e Huelva (Espanha). O documentário “Leva”, feito em parceria com o Canal Futura, foi premiado no New York Film Festivals® e levou a um convite da produtora Steps International (África do Sul) para a produção do filme “Mauá: Luz ao Redor” para o projeto social audiovisual intitulado “Why Poverty”, exibido em mais de 70 canais de televisão no mundo inteiro e festivais importantes como o IDFA (Holanda) e o TIFF (Canadá). A ocupação Mauá também foi cenário do videoclipe “Mil Faces de Um Homem Leal – Marighella”, dos Racionais MCs, produzido pela Preta Portê e vencedor do prêmio VMB de Melhor Clipe (MTV).

O Cinema do Brasil é um programa de promoção comercial do cinema brasileiro no mercado internacional. Idealizado pelo Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (SIAESP), tem como principal parceira a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que participa da elaboração das estratégias e sua operacionalização, além de oferecer suporte financeiro aos projetos. O Cinema do Brasil conta também com o apoio institucional da Ancine (Agência Nacional do Cinema). O objetivo do Cinema do Brasil é fortalecer e ampliar a participação do audiovisual brasileiro no mercado internacional, oferecendo às empresas associadas apoio logístico e estratégico para que possam realizar coproduções e abrir mercados para a distribuição da sua produção, valorizando assim a imagem da indústria cinematográfica nacional no exterior.

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