A atitude que gera mudança

A atitude que gera mudança

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Por Juliano Matos | Jornalista e Palestrante

Numa tarde qualquer, a rotina de uma delegacia foi interrompida com a chegada de um homem procurado há muito tempo e que, finalmente, tinha acabado de ser preso. A ficha criminal do acusado era extensa. Ele havia cometido furtos praticamente em todas as cidades vizinhas. O investigador encarregado da prisão tinha agora um árduo trabalho pela frente, tentar recuperar os objetos roubados e devolvê-los aos verdadeiros donos.

Dias após a prisão, o policial conseguiu localizar o endereço do bandido. Era uma casa pequena num bairro simples e com extrema pobreza. Ao chegar ao local, o experiente investigador teve uma surpresa. Encontrou a esposa e cinco filhos pequenos chorando muito. O motivo das lágrimas daquela família era um só: fome.  O ambiente era limpo e até organizado, mas não havia alimentos na casa.  O policial não suportou ver aquela cena e interferiu diretamente. Saiu apressadamente e foi direto a um supermercado que ficava num bairro próximo. Chocado com o que havia presenciado, o investigador fez uma grande compra e rapidamente voltou a casa onde vivia a família do ladrão.  Mesmo sem entender nada do que estava acontecendo, a mulher e as crianças receberam novamente o homem e agora com um imenso sorriso no rosto. O choro deu lugar à emoção de ver a despensa, antes vazia, repleta outra vez.

Sem dizer nada a ninguém sobre o que havia feito, o policial voltou ao trabalho. Infelizmente, já não havia nada a se recuperar. Tudo o que aquele homem preso tinha roubado já tinha sido vendido e o dinheiro usado para sustentar a família. Após alguns meses, a mulher do acusado foi visitá-lo na cadeia e contou para o marido tudo o que aconteceu.  A atitude do policial mexeu completamente com o ladrão. Na primeira oportunidade que teve, ele fez questão de falar com o investigador. Ajoelhado e chorando sem parar, o homem agradeceu:

“- Eu jamais poderia imaginar que alguém pudesse fazer o que o senhor fez. Minha família não tinha nada para comer e naquele dia o senhor foi um anjo enviado por Deus para ajudá-los”.

Ainda muito emocionado o ladrão fez uma promessa:

“- Eu prometo que a partir de hoje nunca mais serei o mesmo. Vou pagar pelos meus crimes e quando sair daqui serei um homem trabalhador porque a sua atitude me fez acreditar na vida”, disse o preso.

Os anos se passaram e aquele investigador se aposentou. Hoje, ele é comerciante numa cidade do interior. Foi o próprio ex-policial que me contou essa história. Curioso para saber o que aconteceu com o homem preso, perguntei se ele tinha notícias do ladrão. Com um sorriso manso ele me respondeu:

“Ah, ele é um ex- ladrão! Saiu da prisão e cumpriu o que prometeu. Hoje é um homem trabalhador e acima de tudo honesto. Toda vez que me encontra na rua faz questão de me abraçar e agradecer pela oportunidade de enxergar a vida de forma diferente.”

Essa história é verdadeira e nos deixa algumas lições. Nem tudo está perdido. Ainda há esperança! Mas para que a mudança aconteça a nossa volta, precisamos de menos julgamento e de mais amor!  Pense nisso e permita que suas atitudes gerem oportunidades de outras pessoas também enxergarem a vida de forma diferente!

Foto: divulgação

www.julianomatos.com.br

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